Otimização da Inserção do Hidrogênio no Setor Elétrico Brasileiro
Corte de geração, geração renovável, hidrogênio.
A transição energética vem sendo discutida na última década, assuntos relacionados como, segurança energética, competitividade industrial e descarbonização, com a rápida expansão de usinas eólicas e solares, que tem gerado pontos positivos e negativos, em que ampliam a participação de recursos de baixo carbono, essas fontes introduzem maior variabilidade e dependência de condições meteorológicas, exigindo redes de transmissão mais robustas e mecanismos adicionais de flexibilidade.
No Brasil, esse processo se manifesta de forma diferenciada, a combinação entre elevado potencial eólico e solar, sobretudo no Nordeste, e um sistema de transmissão que não se expande na mesma velocidade da geração vem produzindo recorrentes restrições operativas e redução de geração de energia renovável, curtailment. Parte da energia tecnicamente disponível não chega à carga por limitações da rede, resultando em perda de eficiência econômica e em um uso aquém do potencial dos ativos já instalados.
O hidrogênio verde, produzido via eletrólise alimentada por fontes renováveis, tem sido discutido como um vetor capaz de converter excedentes elétricos em um portador energético flexível, com múltiplos usos finais e possibilidade de armazenamento em diversas escalas. O objetivo é, sempre que a rede não comporta escoar totalmente a geração renovável, parte desse excedente pode ser redirecionada para a produção de hidrogênio, reduzindo o curtailment e criando um canal de valor.
Diante desse cenário, esta tese investiga de que forma a inserção da chamada “nova economia do hidrogênio” pode contribuir para mitigar o curtailment no Sistema Interligado Nacional (SIN), atuar como recurso de flexibilidade e influenciar o planejamento da expansão e da operação do sistema elétrico brasileiro nas próximas décadas.