Estudo da correlação entre a temperatura do ar e câncer de pele
Câncer de pele; Temperatura do ar; Radiação ultravioleta; Mudanças climáticas; Saúde ambiental.
O câncer de pele constitui um importante problema de saúde pública no Brasil, país caracterizado por elevada disponibilidade de radiação solar, ampla extensão latitudinal e marcantes contrastes climáticos. Embora a radiação ultravioleta (UV) seja reconhecida como o principal agente ambiental associado ao desenvolvimento da doença, evidências sugerem que a temperatura do ar pode atuar como modificadora dos efeitos carcinogênicos da exposição solar. Este estudo tem como objetivo avaliar a relação entre radiação UV, temperatura do ar e ocorrência de câncer de pele no Brasil, considerando o período de 2007 a 2025. A metodologia será baseada na abordagem proposta por Piacentini et al. (2018), que relaciona alterações da temperatura ambiente a mudanças na efetividade carcinogênica da exposição à radiação UV e, consequentemente, à incidência de câncer de pele. Serão utilizados dados epidemiológicos provenientes do DATASUS, associados a informações meteorológicas de temperatura do ar e dados de radiação UV, organizados espacial e temporalmente para diferentes regiões brasileiras. Serão investigadas as associações entre a variabilidade dessas condições ambientais e os registros da doença, buscando determinar se regiões e períodos mais quentes apresentam ocorrência de câncer de pele superior àquela esperada apenas em função da exposição à radiação UV. A análise permitirá avaliar a temperatura como possível fator modificador da relação entre radiação UV e câncer de pele, considerando também diferenças climáticas e geográficas existentes no território brasileiro. Os resultados poderão contribuir para a compreensão dos impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da pele e fornecer subsídios para estratégias de prevenção e adaptação diante do aumento das temperaturas.