A INICIAÇÃO CIENTÍFICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: Traçando caminhos para o desenvolvimento da Alfabetização Científica
Iniciação Científica, Alfabetização Científica, Educação Básica, Protagonismo Juvenil
Esta pesquisa investiga quais as contribuições da prática da Iniciação Científica (IC) na construção de elementos da Alfabetização Científica (AC) e da criticidade de estudantes do Ensino Médio. Nesse sentido, analisamos os indicadores de AC presentes nas produções de um grupo de estudantes que participaram de um projeto de IC na Educação Básica. O problema central reside na persistência de práticas pedagógicas tradicionais que limitam o protagonismo discente e dificultam a construção de sentido nos processos formativos. Nos pautamos nos referenciais de AC de Pizarro e Lopes Junior (2016), que propõem indicadores para avaliar habilidades científicas e sociais dos estudantes e na construção de categorias ancoradas em Paulo Freire, que nos permitiram ampliar o olhar sobre as habilidades desenvolvidas na experiência formativa. A pesquisa, de abordagem qualitativa, acompanhou quatro estudantes do Ensino Médio que participaram de um projeto de IC. Os dados foram coletados por meio de diários de bordo, observações da professora, participação em feiras científicas e grupos focais mediados por pesquisador externo. A análise evidenciou o desenvolvimento progressivo de indicadores de AC, especialmente nas dimensões de argumentação, articulação de ideias, investigação e problematização. Paralelamente, foram identificados indícios importantes de fortalecimento da curiosidade epistêmica, da consciência crítica e da autonomia e protagonismo dos estudantes, com crescente observação de práxis transformadora e esperançar. Os resultados indicam que a IC, quando orientada por uma perspectiva dialógica e problematizadora, configura-se como prática formativa capaz de promover processos de AC articulados à emancipação intelectual dos estudantes, contribuindo para a construção de sujeitos mais críticos e participativos.