Representações manifestas em Teses e Dissertações Brasileiras sobre práticas avaliativas no ensino de matemática para Surdos
Cultura Surda; Pedagogia Surda; Educação Matemática; Avaliação, Práticas avaliativas
As avaliações escolares desempenham um papel fundamental no cotidiano educacional, especialmente quando implementadas de forma inclusiva, respeitando a individualidade, temporalidade e as culturas nas quais os alunos estão inseridos. No contexto deste estudo, essas práticas avaliativas são particularmente relevantes para os Alunos Surdos, principal objeto desta pesquisa. Com base nessa perspectiva, a presente investigação, de caráter qualitativo e do tipo Estado da Arte, fundamenta-se nos referenciais teóricos de Carvalho e Megid Neto e nas contribuições metodológicas de Robert Yin. A coleta de dados foi realizada por meio de buscas no catálogo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). Após a análise criteriosa e seleção dos materiais, foi definido um corpus documental composto por 15 trabalhos científicos, entre teses e dissertações. A leitura detalhada e a elaboração de fichamentos desses trabalhos revelaram temas recorrentes que resultaram na organização de três agrupamentos principais: 1) A avaliação como processo diagnóstico, formativo e de acompanhamento contínuo da aprendizagem de alunos Surdos; 2) Adaptações curriculares e utilização de recursos didáticos como estratégias de acessibilidade nas práticas avaliativas; 3) Dimensões linguísticas, culturais e comunicacionais da avaliação no ensino de matemática para alunos Surdos. Após análise compreensiva e aprofundada desses agrupamentos, percebeu-se que a avaliação somativa ainda predomina no sistema educacional brasileiro, e que a avaliação formativa é considerada atualmente a metodologia que mais se aproxima do que realmente é almejado pela Comunidade Surda, porém a sua luta ainda permanece pela efetiva e eficaz Educação Matemática Inclusiva para Surdos.