Banca de DEFESA: FABRÍCIA NUNES DE JESUS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FABRÍCIA NUNES DE JESUS
DATA : 25/09/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Sala Virtual
TÍTULO:

LIPOSSOMAS TERMOSSENSÍVEIS CONTENDO DOXORRUBICINA OU NANOPARTÍCULAS MAGNÉTICAS PARA COADMINISTRAÇÃO EM TERAPIA TUMORAL


PALAVRAS-CHAVES:

lipossomas termossensíveis; doxorrubicina; nanopartículas magnéticas;
superparamagnetismo; liberação controlada de fármacos; hipertermia magnética.


PÁGINAS: 203
RESUMO:

O câncer permanece como um dos principais desafios da saúde pública, e a baixa seletividade
da quimioterapia limita a eficácia de agentes antineoplásicos como a doxorrubicina (DOX),
cuja utilização é particularmente restrita pela cardiotoxicidade cumulativa. Nesse contexto,
esta tese teve como objetivo desenvolver e avaliar um sistema nanoestruturado binário de
coadministração baseado em lipossomas termossensíveis independentes contendo
nanopartículas magnéticas de óxido de ferro (LTS-NPM) e DOX (LTS-DOX), visando
associar hipertermia magnética e liberação localizada do fármaco mediante estímulo por
campo magnético alternado. Inicialmente, foram desenvolvidos e validados métodos
analíticos para a quantificação de ferro por espectrofotometria UV-Vis e de DOX por
cromatografia líquida de alta eficiência com detector de arranjo de diodos (CLAE-DAD). Os
métodos apresentaram linearidade, seletividade, precisão, exatidão, sensibilidade e robustez
satisfatórias, atendendo aos critérios estabelecidos pela RDC nº 166/2017 da ANVISA,
possibilitando a caracterização quantitativa das nanoformulações. Nanopartículas magnéticas
foram sintetizadas por coprecipitação e funcionalizadas com ácido cítrico. A amostra
selecionada apresentou diâmetro hidrodinâmico de aproximadamente 16,9 nm, morfologia
aproximadamente esférica e elevada cristalinidade, com estrutura do tipo espinélio compatível
com magnetita e/ou maghemita. A funcionalização promoveu maior estabilidade coloidal e
foi confirmada por FTIR. A caracterização magnética evidenciou comportamento
predominantemente superparamagnético, com magnetização de saturação de 65,40 mAm² g⁻¹
a 300 K. Na etapa de desenvolvimento dos lipossomas, a composição DPPC:DSPC:DSPE-
PEG2000 (80:15:5) foi selecionada por apresentar a menor temperatura de transição de fase
entre as formulações avaliadas, 45,2 °C. A tentativa de coencapsulação de NPM-Ac e DOX
em uma única formulação não apresentou estabilidade adequada, levando à adoção de dois
sistemas independentes. As formulações LTS-NPM e LTS-DOX apresentaram características
físico-químicas e morfológicas compatíveis com a proposta do sistema. A LTS-DOX
apresentou população vesicular relativamente homogênea, com diâmetro hidrodinâmico
médio de aproximadamente 175 nm e boa estabilidade físico-coloidal durante o período
avaliado. A incorporação das NPM apresentou eficiência aproximada de 20%, preservando
sua resposta magnética. A mistura LTS-NPM + LTS-DOX manteve comportamento
predominantemente superparamagnético, preservando aproximadamente 54% da
magnetização específica por grama de ferro em relação às NPM-Ac livres a 300 K.
Entretanto, a capacidade de aquecimento magnetotérmico não foi determinada
experimentalmente, constituindo uma etapa necessária para a continuidade da avaliação do
potencial terapêutico do sistema. Os resultados obtidos demonstram a viabilidade físico-
química da estratégia de coadministração proposta e indicam que os sistemas desenvolvidos
preservam as propriedades necessárias à associação entre responsividade magnética e
liberação termossensível da DOX.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2039079 - DANIEL CRISTIAN FERREIRA SOARES
Interna - 1763644 - DANIELA SACHS
Externo à Instituição - ANDRE LUIS BRANCO DE BARROS - UFMG
Externa à Instituição - FRANCELINE REYNAUD - UL
Externo à Instituição - MATHEUS VALENTIN MAIA - UL
Notícia cadastrada em: 24/08/2026 08:37
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