O termo Capture the Flag é emprestado de um jogo infantil de mesmo nome no qual dois times dispostos em campos opostos têm de invadir o ambiente adversário para capturar sua bandeira. No Brasil, é chamado de Rouba Bandeira, Pega Bandeira, Pique Bandeira e Caça Bandeira. A primeira grande competição de CTF aconteceu em 1996, na 4a edição da DEF CON (uma das maiores convenções hacker do mundo, em Las Vegas). Foi idealizada por Jeff Moss, que é o criador da Black Hat, outra grande conferência empresarial sobre segurança da informação. Capture the Flag (CTF), no âmbito da tecnologia, é uma modalidade de competição entre profissionais de tecnologia desafiados a desvendar problemas sobre Segurança da Informação e Cibersegurança, sendo esses desafios de segurança cibernética e esporte mental no qual os concorrentes devem explorar ou defender uma vulnerabilidade em um sistema ou aplicativo, para obter ou impedir o acesso a um sistema de computador. Um CTF geralmente envolve uma captura lógica da bandeira, podendo ser baseado em pentesting, autenticação baseada em conhecimento, ataques a URL, engenharia reversa de software (principalmente JavaScript, Adobe Flash e linguagem de montagem), quebra de senhas, code injection, cross-site scripting, SQL injections, explorações, falsificação de endereços IP, forense e outras técnicas de hackers. Praticado em equipes ou individualmente, o CTF pode acontecer em três formatos distintos. No primeiro deles, chamado de "Jeopardy-Style", o jogador individual, ou o time, precisa resolver desafios de segurança da informação (para capturar as chamadas flags) que valem pontos de acordo com a complexidade que têm. Ganha quem, no final, obtiver a maior pontuação. As vezes são online e servem como qualificatórias para as finais do segundo formato, chamado de "Attack/Defense". No "Attack/Defense", é dado aos jogadores um ambiente (normalmente uma rede de computadores) cheio de falhas e vulnerabilidades que terão de ser descobertas e corrigidas em um determinado período de tempo, encerrado o prazo, os jogadores passam à tentativa de invasão do ambiente adversário ao mesmo tempo em que protegem o próprio. São realizadas on-site (offline), onde ocorre as maiores competições nacionais e internacionais, como a DEF CON[1]. Existem também CTFs híbridos, misturando os dois formatos e podendo ser feitos de diversas formas diferentes [2]. O CTF avalia, de forma gamificada, habilidades como vulnerabilidade da rede, criptografia e programação, entre outras. O CTF pode explorar também conhecimentos que vão além de uma área específica, exigindo o domínio de matemática, linguística, história, etc [3]. Em resumo, são competições que envolvem diversas competências dos profissionais/estudantes/entusiastas para a resolução de desafios relacionados à infosec (segurança da informação), com o objetivo de capturar a bandeira (normalmente um código) e pontuar. As competições de CTF geralmente são projetadas para servir como um exercício educacional para dar aos participantes experiência em segurança de máquina, além de conduzir e reagir aos tipos de ataques encontrados no mundo real [4-9]. Os maiores eventos do mundo na área de segurança cibernética realizam competições CTF para apresentação de novas técnicas e seleção dos melhores profissionais na área [8-24]. Eventos realizados no Brasil: Roadsec, H2HC Hackers to Hackers Conference e BSides São Paulo. Eventos Internacionais: BlackHat, CCCamp Chaos Communication Camp, DEF CON, YSTS You Shot The Sheriff. Além disso existem diversas iniciativas educacionais para a formação de mão-de-obra especializada nesta área, comoo US Cyber Games[18].
discentes e servidores (TAEs e docentes)
Interessados na área de segurança cibernética
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