Banca de DEFESA: ANITA ANCHIETA VEIGA GONTIJO GARCIA DIMAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANITA ANCHIETA VEIGA GONTIJO GARCIA DIMAS
DATA : 15/09/2026
HORA: 13:30
LOCAL: meet.google.com/zcq-bvwo-axp
TÍTULO:

Avaliação do risco de seca no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba por meio da integração entre indicadores de perigo, vulnerabilidade e resiliência


PALAVRAS-CHAVES:

seca; risco de seca; Índice de Perigo de Seca; SPI; mudanças climáticas; recursos hídricos; resiliência; Triângulo Mineiro.


PÁGINAS: 120
RESUMO:

A ocorrência de eventos de seca no estado de Minas Gerais tem se intensificado em decorrência da variabilidade hidroclimática e das mudanças climáticas, impondo desafios crescentes à segurança hídrica e à sustentabilidade da produção agropecuária. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo desenvolver um Índice de Perigo de Seca (IPS) e avaliar o risco de seca em pequenas propriedades rurais localizadas nos municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, pertencentes predominantemente à Unidade Estratégica de Gestão UEG-6 (Afluentes do Rio Paranaíba). A metodologia fundamenta-se na representação do risco como função da interação entre as componentes Perigo, Vulnerabilidade e Resiliência. Para a caracterização da componente Perigo, foram utilizados dados históricos de precipitação provenientes da base Brazilian Daily Weather Gridded Data (BR-DWGD), abrangendo o período de 1961 a 2025, e projeções climáticas do CMIP6 para os cenários SSP2-4.5 e SSP5-8.5, considerando os horizontes de 2015–2075 e 2076–2100. As séries de precipitação foram agregadas em escala municipal e processadas por meio de rotinas automatizadas em ambiente Python. O Standardized Precipitation Index na escala de 12 meses (SPI-12) foi calculado segundo a metodologia proposta por McKee et al. (1993). A partir da série temporal do SPI-12, os eventos de seca foram identificados conforme a classificação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), considerando como eventos de seca os meses com SPI ≤ -1,0. Em seguida, foi desenvolvido o Índice de Perigo de Seca (IPS), obtido pela combinação das métricas de frequência, intensidade e duração dos eventos, previamente normalizadas pelo método Min-Max e integradas por meio da média geométrica. Posteriormente, o IPS foi associado aos índices de vulnerabilidade e resiliência para compor a avaliação integrada do risco de seca. Os resultados permitiram identificar espacialmente os municípios mais suscetíveis aos impactos da seca, evidenciando diferenças entre o período histórico e os cenários futuros de mudanças climáticas e fornecendo subsídios técnicos para o planejamento e a gestão dos recursos hídricos, bem como para a formulação de políticas públicas voltadas à adaptação às mudanças climáticas e ao fortalecimento da segurança hídrica regional.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3271995 - MARINA BATALINI DE MACEDO
Interno - 3309587 - BENEDITO CLAUDIO DA SILVA
Externo à Instituição - MARCOS ROBERTO BENSO - USP
Notícia cadastrada em: 13/08/2026 16:49
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