INFLUÊNCIA DA FISIOGRAFIA DE BACIAS HIDROGRÁFICAS NA PROPAGAÇÃO DA ONDA DE RUPTURA DE BARRAGENS
ruptura de barragens; hidrograma de ruptura; Froehlich; RiverFlow2D; ottobacias; parâmetros fisiográficos; agrupamento não supervisionado; propagação bidimensional.
Este trabalho avalia como as características fisiográficas das bacias hidrográficas influenciam a propagação de hidrogramas sintéticos de ruptura de barragens. Para isso, foram determinados atributos morfométricos de ottobacias, como área de drenagem, comprimento hidrológico, densidade de drenagem, sinuosidade, circularidade, declividade, razão de relevo e coeficiente médio de Manning.
Os parâmetros foram analisados por técnicas estatísticas multivariadas, com padronização dos dados, Análise de Componentes Principais e agrupamento não supervisionado. A partir desse processo, as bacias foram classificadas em cinco grupos hidrológicos: muito rápida, rápida, intermediária, lenta e muito amortecida.
Com base nessa classificação, foram selecionadas bacias representativas para simular a propagação de dez hidrogramas sintéticos de ruptura, definidos pelo método de Froehlich. As simulações foram realizadas no RiverFlow2D, em modelo bidimensional com malha de 15 m, permitindo avaliar profundidades, velocidades, produto profundidade-velocidade e tempos de chegada da frente e do pico da onda.
Os resultados indicaram que a fisiografia da bacia condiciona a resposta hidráulica da onda de ruptura, interferindo na intensidade do escoamento, no alcance da inundação e nos tempos de propagação. Também foram ajustadas relações empíricas entre vazão de pico, volume mobilizado e parâmetros hidráulicos simulados, permitindo a elaboração de ábacos preditivos por classe hidrológica.
Assim, a metodologia proposta contribui para avaliações preliminares de propagação de ondas de ruptura e para a comparação entre bacias com diferentes padrões fisiográficos.