EDUCAÇÃO POPULAR DO CAMPO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS DE EDUCADORES(AS) NA ESCOLA POPULAR DE AGROECOLOGIA EDUARDO GALEANO
Temas socioambientais; Educação do campo; Escola Eduardo Galeano
A seguinte pesquisa se propõe a investigar as compreensões desenvolvidas por educadores(as) da Escola Popular de Agroecologia Eduardo Galeano, localizada no Quilombo Campo Grande (MG), acerca dos princípios, objetivos e práticas educativas que orientam o espaço escolar a partir de suas experiências formativas, bem como suas relações com a temática socioambiental. O estudo parte da compreensão de que nos situamos em um atual cenário de colapso ambiental, vinculado às contradições estruturais do modo de produção capitalista, demandando práticas educativas contra-hegemônicas, em especial, em territórios demarcados por conflitos socioambientais. Nesse contexto, destacam-se as experiências formativas vinculadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), objeto de investigação deste estudo. Metodologicamente, caracteriza-se como qualitativa, de natureza exploratória, configurando-se como estudo de caso, com coleta de dados a ser realizada por meio de entrevistas semiestruturadas. Dentre os resultados parciais, observa-se que as experiências relatadas por uma educadora aproximam conhecimentos sistematizados e saberes construídos em suas práticas sociais, vinculando o ensino à apreensão crítica de seu território e conflitos. Ao articular educação, agroecologia, vínculo comunitário e formação política, a escola se coloca como espaço de resistência para com a fragmentação entre conhecimento e prática, escola e comunidade, sociedade e natureza, fortalecendo o reconhecimento coletivo dos sujeitos e sua capacidade de transformação social.