Desenvolvimento, tecnologias e educação: a mediação escolar como prática colaborativa na gestão de conflitos e na reconstrução da autoridade docente
mediação escolar, crise de autoridade, educação, desenvolvimento humano, cultura da paz.
Esta dissertação analisa a mediação escolar como prática colaborativa de reconstrução da autoridade e de
promoção da cultura da paz, à luz das transformações sociais, tecnológicas e éticas que atravessam a
educação contemporânea. A pesquisa adota abordagem qualitativa, exploratória e documental, orientada
pela hermenêutica crítica, com base na análise de documentos institucionais, diretrizes normativas e
políticas públicas relacionadas à mediação escolar, à justiça restaurativa e à convivência democrática. O
referencial teórico mobiliza contribuições de Hannah Arendt, Edgar Morin, Zygmunt Bauman, Paulo Freire
e Amartya Sen, em diálogo com documentos do Conselho Nacional de Justiça, da UNESCO e da
Organização das Nações Unidas. Os resultados parciais indicam que a mediação escolar ocupa espaço
crescente no discurso institucional, sendo frequentemente associada à gestão democrática dos conflitos e à
promoção da convivência escolar. Contudo, essa presença se manifesta predominantemente no plano
normativo, revelando distância entre a formulação discursiva da mediação e sua efetiva institucionalização
nas práticas escolares. A análise evidencia que a mediação escolar não deve ser compreendida como
técnica pronta ou solução consensual, mas como prática em construção, condicionada por fatores
institucionais, formativos e culturais. A pesquisa delimita, assim, o estado atual da investigação na etapa de
qualificação e indica a necessidade de aprofundamento empírico por meio de estudo de caso a ser
desenvolvido posteriormente, com vistas a compreender como a mediação escolar é apropriada e
ressignificada no cotidiano institucional.