Banca de DEFESA: ALEXSANDRA IGLESIAS PEREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALEXSANDRA IGLESIAS PEREIRA
DATA : 14/08/2026
HORA: 13:30
LOCAL: Videoconferencia: meet.google.com/axq-eibr-yqw
TÍTULO: AVALIAÇÃO TÉCNICA DA SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DE COQUE POR GÁS NATURAL E HIDROGÊNIO VERDE EM ALTOS-FORNOS BRASILEIROS: IMPACTOS ENERGÉTICOS, OPERACIONAIS E AMBIENTAIS
PALAVRAS-CHAVES: Descarbonização; Siderurgia; Hidrogênio verde; Pegada de carbono; Aço verde; Injeção no alto-forno; Rota BF-BOF, Cogeração; Balanço de massa e energia
PÁGINAS: 84
RESUMO: A rota siderúrgica integrada alto-forno–conversor básico a oxigênio (BF–BOF) é responsável por 70% da produção mundial de aço e por cerca de 7% das emissões globais de gases de efeito estufa; no Brasil, representa 76% da produção nacional. Este trabalho avalia o impacto técnico, energético e ambiental da substituição parcial do coque por gás natural (GN) e por hidrogênio verde (H₂V) injetados pelas ventaneiras do alto-forno, por meio de modelagem fenomenológica implementada no Engineering Equation Solver (EES), com unidade funcional de 1 tonelada de aço bruto. Três cenários foram avaliados: Base (coque convencional), GN (20% da energia de combustão substituída por gás natural, com reforma seca) e H₂V (40% da redução indireta substituída por hidrogênio verde). Sob a fronteira gate-to-gate (ISO 14404-1), o Cenário GN reduz as emissões de 0,7265 para 0,674 tCO₂/t aço (−7,2%), enquanto o H₂V alcança 0,6375 tCO₂/t (−12,3%) e reduz o consumo de coque em 26,0%. Sob fronteira estendida, que inclui o CO₂ gerado pela combustão do CO do BFG na cogeração, o quadro se inverte: o GN passa a apresentar aumento líquido de 2,4% em relação ao Base, enquanto o H₂V amplia sua redução para 23,6%. Essa inversão constitui o achado central do trabalho, evidenciando que a métrica gate-to-gate subestima sistematicamente as emissões do GN ao deslocar carbono para fora da fronteira contábil. Do ponto de vista energético, o GN eleva a cogeração para 756,7–770,9 kWh/t (faixa correspondente à incerteza da eficiência de utilização de CO, ηCO = 0,45–0,52), enquanto o H₂V degrada o PCI do BFG de 3,667 para 2,600 MJ/Nm³, resultando em déficit energético de −293,3 kWh/t no cenário central, déficit que emerge já a partir de 27,5% de substituição, não sendo exclusivo de taxas elevadas. A análise de sensibilidade paramétrica confirma a robustez qualitativa dos resultados, mas identifica que a magnitude da vantagem energética do GN depende de uma premissa de utilização de gás redutor ainda não validada de forma simétrica entre os cenários. O GN configura-se como rota de transição de curto prazo, com ressalva quanto à métrica de contabilização adotada; o H₂V constitui trajetória de médio-longo prazo, condicionada à disponibilidade de eletricidade renovável em escala industrial.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1322874 - OSVALDO JOSE VENTURINI
Interno - 2299349 - ELECTO EDUARDO SILVA LORA
Interno - 1807299 - JOSE CARLOS ESCOBAR PALACIO
Externo à Instituição - JOSÉ JOAQUIM CONCEIÇÃO SOARES SANTOS - UFES
Externo à Instituição - JUAREZ CORRÊA FURTADO JÚNIOR - UNIFEI
Notícia cadastrada em: 16/07/2026 15:29
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